
Depois de um grande sonho
Numa tarde de domingo
Recordo as imagens de um dia que já se foi
No trem que me leva ao encontro de amigos
Vejo a imagem de uma mulher
Que com suas rugas carrega um olhar cheio de vicissitude
Em questão de segundo, vejo–me.
É inevitável tal sentimento
A cada ano vivido, é um a menos que temos...
Contra isso não temos como fugir
É a nossa natureza, contra as vontades da humanidade.
Nesse mesmo caminho
Uma nova tribo aparece
Na qual é impossível não ter aproximação
No mundo do faz de conta
Vejo-me em mutação
Da vicissitude embarco
Num mundo que é meu
Novos traços aparecem
Sendo forte e notório
Não se trata de moda
E sim, um auto-conhecimento.
Antes que as rugas mostrem sinais
Vamos aprender e viver com o que temos hoje, as experiências e vontades.
Lembrando, que contra o tempo, não a como lutar.
Com sabedoria e serenidade em nossos atos
Estamos constituindo nossas nações
E nossas rugas vão tornando-se novos sonetos de esperança, para nosssa novas gerações que estão por vim...
06-12-2009
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