História

Escrever limpa a alma e acalma o Espírito.
Quando escrevemos sonhamos, caímos em tristes e alegres realidades...
Escrever é nos conhecer.
Escrever é amar.
Escrever é odiar.
Escrever é aprender e também ensinar.

Escrever é ser o que você é!!!

Boa Leitura.


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Aprendendo com a vida!! "A única verdade é que vivo. Sinceramente, eu vivo. Quem sou? Bem, isso já é demais...." Clarice Lispector

segunda-feira, 17 de agosto de 2015

domingo, 16 de agosto de 2015

***Sobre a escrita***

II. Contos

Começa uma nova relação com a escrita
Uma forma diferente e independente, sente graça ao digitar e analisa o movimento das mãos soltas. O seu olhar é direto e aos poucos consegue invadir seu intimo. 
Para onde vai com isso? 
Ah, ela também não sabe e de verdade não deseja desvendar agora. 
Ela pensa coisas boas, pensa sobre o amor e a liberdade. 
Liberdade de poder ir e vir, caminhar e pensar no que desejar. 
Limitada pelos pais, vai aos poucos seguindo seu caminho. É um caminho perigoso, amargo e lindamente agradável. 
O que ela escreve não tem uma ordem alfa, nem beta. Pensa com sabedoria sobre as leis da vida. 
A escrita corre serena e lenta. Rápido a sua respiração conflitante.
Conflitante são seus pensamentos. 
Não queriam saber o que essa imaginação planeja. 
Volta a história da liberdade. Liberdade! 
Mas o que seria essa tal liberdade? 
Voar como o pássaro? 
Seria talvez trafegar entre camadas profundas da sua própria consciência. 
Liberdade é quando ela olha no espelho e depara-se com uma serena imagem e não assusta-se. É se aceitar dentro da sua limitação. Isso é ser livre. 
Não ser manipulada pelo que é ideal pela sociedade moderna e careta, que talvez... Bom, deixa pra lá!
Não existe uma nova pessoa, talvez tenha ressurgido a essência que estava escondido na alma. 
A essência neutra, sem julgamento, sem apologia ou ainda... Sei lá o que!
A ambivalência é seu forte marco. 
Tem descoberto coisas da sua ancestralidade, nada muito consciente. 
A escrita uma hora será completa e de fácil compreensão para quem lê. Mas será que precisa ter essa ordem? 
Mas o que pretende com isso? Onde deseja chegar? 
- Em nenhum lugar, ela ainda tenta se redefinir. 
Das várias vidas que já teve, acredita que essa seja a mais consciente. Chegou a beira da loucura, mas conseguiu retornar. O discurso parece confuso, mas é nesta confusão que se faz plena e realizada. 
Compreender a poesia é para quem sente o coração, no momento isso não é possível. 
As mãos apenas se movimentam e admirada ela observa.
O seu olhar é direto e aos poucos invadiu seu íntimo. 
Desconectei...Adeus! 

quinta-feira, 13 de agosto de 2015

O feto

I.Contos

O feto que afeta!
O feto sonhado por Clarice, vem apenas na fantasia, a ilusão que afeta dia e noite. No desejo pela vida familiar, busca incansavelmente pelo par quase ideal. No íntimo Clarice sabe que não existe príncipe encantado, porém, sede as luxúrias do desejo carnal. Mas quem era ele? Uma pessoa que conhecerá há tempos atrás, mas que nunca conversará, apenas nutria uma impressão de bom moço e isso foi o suficiente para se entregar.
Clarice, encantada com os olhos verdes, mesmo sem amor se entregou em mais uma noite de amor! Amor? Se entregou em mais uma noite de prazer, satisfazendo apenas seu corpo, enquanto a alma, relutava em acompanhar esse ato de aventura, nunca até então vivenciando por Clarice.
Passado alguns dias, nossa menina percebeu que algo estranho acontecia em seu corpo. Além disso, sentia um forte aperto no coração sempre que recordava das suas últimas lembranças. Isso causava uma sensação de culpa lastimável, em sua alma a dor parecia ser muito mais profunda.
Pensou: "estou carregando uma criança em meu ventre".
Uma onda de preocupação, medo, insegurança e alegria entravam e saim de sua cabeça e no seu coração.
Clarice, tentava seguir sua vida normalmente, porém, a insegurança e dúvida sempre estava por perto.
Depois de várias noites mal dormidas, resolveu chamar sua melhor amiga Anastácia para realizar um teste de gravidez.
Nunca sentiu um medo tão grande e uma alegria ao mesmo tempo, ser mãe é o que sempre sonhou, mas não desta forma.
Sentia como nunca todos os membros do corpo.
O feto gerou afeto, mas tudo era fruto de sua ingênua consciência. Depois do susto, Clarice ainda pensava e talvez ainda pense, de nada vale sacrificar o corpo por alguns minutos de prazer.
Do universo agradece o ensinamento aprendido.
O feto gerou o afeto e o afeto gerou sabedoria.