II. Contos
Começa uma nova relação com a escrita.
Uma forma diferente e independente, sente graça ao digitar e analisa o movimento das mãos soltas. O seu olhar é direto e aos poucos consegue invadir seu intimo.
Para onde vai com isso?
Ah, ela também não sabe e de verdade não deseja desvendar agora.
Ela pensa coisas boas, pensa sobre o amor e a liberdade.
Liberdade de poder ir e vir, caminhar e pensar no que desejar.
Limitada pelos pais, vai aos poucos seguindo seu caminho. É um caminho perigoso, amargo e lindamente agradável.
A escrita corre serena e lenta. Rápido a sua respiração conflitante.
Conflitante são seus pensamentos.
Não queriam saber o que essa imaginação planeja.
Volta a história da liberdade. Liberdade!
Mas o que seria essa tal liberdade?
Voar como o pássaro?
Seria talvez trafegar entre camadas profundas da sua própria consciência.
Liberdade é quando ela olha no espelho e depara-se com uma serena imagem e não assusta-se. É se aceitar dentro da sua limitação. Isso é ser livre.
Não ser manipulada pelo que é ideal pela sociedade moderna e careta, que talvez... Bom, deixa pra lá!
Não existe uma nova pessoa, talvez tenha ressurgido a essência que estava escondido na alma.
A essência neutra, sem julgamento, sem apologia ou ainda... Sei lá o que!
A ambivalência é seu forte marco.
Tem descoberto coisas da sua ancestralidade, nada muito consciente.
A escrita uma hora será completa e de fácil compreensão para quem lê. Mas será que precisa ter essa ordem?
Mas o que pretende com isso? Onde deseja chegar?
- Em nenhum lugar, ela ainda tenta se redefinir.
Das várias vidas que já teve, acredita que essa seja a mais consciente. Chegou a beira da loucura, mas conseguiu retornar. O discurso parece confuso, mas é nesta confusão que se faz plena e realizada.
Compreender a poesia é para quem sente o coração, no momento isso não é possível.
As mãos apenas se movimentam e admirada ela observa.
O seu olhar é direto e aos poucos invadiu seu íntimo.
O seu olhar é direto e aos poucos invadiu seu íntimo.
Desconectei...Adeus!

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