História

Escrever limpa a alma e acalma o Espírito.
Quando escrevemos sonhamos, caímos em tristes e alegres realidades...
Escrever é nos conhecer.
Escrever é amar.
Escrever é odiar.
Escrever é aprender e também ensinar.

Escrever é ser o que você é!!!

Boa Leitura.


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Aprendendo com a vida!! "A única verdade é que vivo. Sinceramente, eu vivo. Quem sou? Bem, isso já é demais...." Clarice Lispector

quinta-feira, 13 de agosto de 2015

O feto

I.Contos

O feto que afeta!
O feto sonhado por Clarice, vem apenas na fantasia, a ilusão que afeta dia e noite. No desejo pela vida familiar, busca incansavelmente pelo par quase ideal. No íntimo Clarice sabe que não existe príncipe encantado, porém, sede as luxúrias do desejo carnal. Mas quem era ele? Uma pessoa que conhecerá há tempos atrás, mas que nunca conversará, apenas nutria uma impressão de bom moço e isso foi o suficiente para se entregar.
Clarice, encantada com os olhos verdes, mesmo sem amor se entregou em mais uma noite de amor! Amor? Se entregou em mais uma noite de prazer, satisfazendo apenas seu corpo, enquanto a alma, relutava em acompanhar esse ato de aventura, nunca até então vivenciando por Clarice.
Passado alguns dias, nossa menina percebeu que algo estranho acontecia em seu corpo. Além disso, sentia um forte aperto no coração sempre que recordava das suas últimas lembranças. Isso causava uma sensação de culpa lastimável, em sua alma a dor parecia ser muito mais profunda.
Pensou: "estou carregando uma criança em meu ventre".
Uma onda de preocupação, medo, insegurança e alegria entravam e saim de sua cabeça e no seu coração.
Clarice, tentava seguir sua vida normalmente, porém, a insegurança e dúvida sempre estava por perto.
Depois de várias noites mal dormidas, resolveu chamar sua melhor amiga Anastácia para realizar um teste de gravidez.
Nunca sentiu um medo tão grande e uma alegria ao mesmo tempo, ser mãe é o que sempre sonhou, mas não desta forma.
Sentia como nunca todos os membros do corpo.
O feto gerou afeto, mas tudo era fruto de sua ingênua consciência. Depois do susto, Clarice ainda pensava e talvez ainda pense, de nada vale sacrificar o corpo por alguns minutos de prazer.
Do universo agradece o ensinamento aprendido.
O feto gerou o afeto e o afeto gerou sabedoria.

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